Atlético tem recurso de dívida da WRV rejeitado, mas segue negociando

10ª Câmara Cível indeferiu cinco agravos de instrumento interpostos pelo Galo


guilherme claudio caçapa
A 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) julgou improcedente, ontem,  em segunda instância, o recurso do Atlético para tentar colocar fim às decisões favoráveis à WRV Empreendimentos e Participações Ltda,  referentes a uma dívida trabalhista do clube com a empresa, que atualmente giram em torno de R$ 64,3 milhões.
O advogado da WRV, Carlos Alberto Arges, confirmou que o a 10ª Câmara Cível, através dos  desembargadores Álvares Cabral da Silva, Mariângela Meyer e Vicente de Oliveira Filho, indeferiu, no total, cinco agravos de instrumento interpostos pelo Atlético. Entre os quais estaria a tentativa de reverter a decisão de bloqueio de R$ 20 milhões referentes à transferência de Lucas Pratto ao São Paulo, em 2017.
Porém, segundo o jurista, o Atlético segue tentando entrar em acordo com a empresa para chegar a um denominador comum sobre a dívida contraída em 2000, inicialmente estipulada em R$ 7 milhões. Segundo Arges, as partes conversaram na última semana sobre o caso.
Entenda o caso
Em meados de 2000, a empresa, que controlava duas redes de supermercados em Belo Horizonte, emprestou cerca de R$ 7 milhões para que o clube conseguisse manter o zagueiro Cláudio Caçapa e o atacante Guilherme em Belo Horizonte. Em troca, recebeu 60% dos direitos econômicos do defensor e do centroavante como garantia de pagamento. Porém, no ano seguinte, o xerife alvinegro foi negociado com o Lyon, da França, por US$ 5,25 milhões, mas a WRV não recebeu o montante ao qual teria direito da transferência.
Posteriormente, o clube chegou a efetuar o pagamento de R$ 2.186.306,50, como constam os autos do processo. Porém, entre juros e correções monetárias, esse valor gerou um débito em cerca de R$ 64,3 milhões até 2015, quando a empresa ingressou com a ação contra o clube na Justiça.
Em fevereiro do ano passado, após decisão favorável à empresa, foi determinado pelo mesmo  juiz da 24ª Vara Cível que qualquer dinheiro referente à venda do atacante Lucas Pratto ao São Paulo fosse depositado em juízo. O Atlético chegou a ingressar com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi negado.
Recentemente, a empresa, inclusive, chegou a pedir o bloqueio dos R$ 20 milhões que o Atlético teria de receber da venda do atacante do São Paulo para o River Plate, uma vez que o clube ainda detinha  45% dos direitos econômicos do “Urso”. Porém, em decisão de 20 de janeiro deste ano,  o juiz Marco Aurélio Chaves Albuquerque,  da 24ª Vara Cívil de Belo Horizonte, afirmou que o mérito seria julgado após o Atlético apresentar o contraditório, o que ainda não ocorreu. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conheça a história do Canarinho Pistola, o bravo mascote da Seleção

12 ESTRATÉGIAS PARA RESOLVER AS SUAS DÍVIDAS

Governo sanciona lei que amplia direito a saques do PIS/Pasep a beneficiários de todas as idades